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Húmus — Raul Brandão

Chove. Cada vez vejo mais turvo, cada vez tenho mais medo. Estamos enterrados em convenções até ao pescoço: usamos as mesmas palavras, fazemos os mesmos gestos. A poeira entranhada sufoca-nos. Pega-se. Adere. Há dias em que não distingo estes seres da minha própria alma; há dias em que através das… Ler mais »Húmus — Raul Brandão

As Praias de Portugal — Ramalho Ortigão

Assim como quatro quintas partes do corpo humano são água, assim quatro quintas partes da grande corpulência do globo são mar. Parecendo separar os homens, o belo destino eterno do mar é reuni-los. A bacia do Mediterrâneo confinava o mundo antigo habitado pelos gregos, pelos fenícios e pelos egípcios. Foi… Ler mais »As Praias de Portugal — Ramalho Ortigão

O Alienista — Machado de Assis

Simão Bacamarte recebeu-o com a alegria própria de um sábio, uma alegria abotoada de circunspecção até o pescoço. — Estou muito contente — disse ele. — Notícias do nosso povo? — perguntou o boticário com a voz trêmula. O alienista fez um gesto magnífico, e respondeu: — Trata-se de cousa mais alta, trata-se de… Ler mais »O Alienista — Machado de Assis