Itinerários literários de Lisboa 2013/14

A edição de 2013/14 do programa de itinerários da Câmara Municipal de Lisboa conta com cerca de 50 percursos. Abaixo podem consultar informação detalhada acerca de cada um dos itinerários literários, dedicados a Luís de Camões, Cesário Verde, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, José Saramago e Almada Negreiros:

Informações Gerais

 

Os Itinerários de Lisboa realizam-se de terça a sexta (às 10h) e aos sábados (às 11h), tendo uma duração média de 2 horas. São realizados com um mínimo de 10 pessoas e um máximo de 30.

 

Todas as visitas são pagas e necessitam de marcação prévia. As inscrições para os itinerários iniciam-se com um mês de antecedência.

 

Como marcar
As marcações podem ser feitas:
Presencialmente
Nas instalações da Direcção Municipal de Cultura, no Palácio do Machadinho, Rua do Machadinho, 20.
De segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.
Por telefone e mail:
218 170 900 / lisboa.cultural@cm-lisboa.pt

 

Tabela de Preços
Bilhete simples | € 3.69
Bilhete Duplo | € 6.15
Voucher 10 Visitas | € 24.60

 

Como efectuar o pagamento
Presencialmente
Nas instalações da Direcção Municipal de Cultura, no Palácio do Machadinho, Rua do Machadinho, 20.
De segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.
Por transferência bancária
Solicitando NIB pelo telefone 218 170 900
ou por email: lisboa.cultural@cm-lisboa.pt
Mais informações em
itinerariosdelisboa.blogspot.pt

Lisboa de Camões

LISBOA DE CAMÕES
30 Out; 19 Nov;14 Jan; 26 Fev; 1 Abr; 7 Mai; 24 Jun

 

Luís de Camões terá nascido em Lisboa em data incerta (1524 ou 1525). Nesta cidade frequentou a corte e viveu uma vida boémia. Foi aqui que, muito provavelmente, iniciou a escrita de “Os Lusíadas”, obra maior da literatura nacional que relata a epopeia dos Descobrimentos e os feitos heróicos dos portugueses. Este percurso revela alguns dos locais associados à sua vida e obra, iniciando-se na praça Luís de Camões e terminando no Pátio do Tronco.

Lisboa de Cesário Verde

LISBOA DE CESÁRIO VERDE
10 Out; 13 Nov; 22 Jan; 20 Fev; 9 Abr; 10 Mai; 26 Jun

 

Apesar das escassas três décadas de vida, Cesário Verde é tido como o principal representante da poesia realista em Portugal. Não obstante as suas origens – nasceu numa família da média-alta burguesia – o autor foi dos primeiros a descrever as condições de vida dos seus contemporâneos menos favorecidos. O percurso acompanha os principais desenvolvimentos da história portuguesa da época em que viveu (segunda metade do século XIX), e percorre os locais da Baixa lisboeta frequentados pelo poeta.

Lisboa de Eça de Queirós

LISBOA DE EÇA DE QUEIRÓS
8 Out; 7 Nov; 16 Jan; 18 Fev; 3 Abr; 13 Mai; 4 Jun
 
José Maria de Eça de Queirós nasceu na Póvoa do Varzim (1845) e morreu em Paris (1900). Tendo ingressado na carreira diplomática, viveu largos anos afastado do país. A distância, contudo, não impediu um conhecimento profundo de Portugal, dos seus conterrâneos, de Lisboa e da sua vida mundana, notavelmente retratada em obras como A Tragédia da Rua das Flores, O Primo Basílio e Os Maias. O itinerário percorre esta Lisboa de fim de século, iniciando-se na Rua da Escola Politécnica e terminando no Largo Barão Quintela, onde se ergue a estátua do escritor.

 

Percurso:
> Rua da Escola Politécnica / Museu de História Natural e da Ciência
> Jardim do Príncipe Real
> Miradouro de São Pedro de Alcântara
> Largo Trindade Coelho
> Teatro da Trindade
> Largo Rafael Bordalo Pinheiro
(visita ao Círculo de Eça de Queirós)
> Praça Luís de Camões
> Largo do Barão de Quintela

Lisboa de Fernando Pessoa

LISBOA DE FERNANDO PESSOA
16 Out; 21 Nov; 28 Jan; 26 Mar; 16 Abr; 15 Mai; 17 Jun
 
Fernando Pessoa passou praticamente toda a sua vida adulta em Lisboa, frequentando os cafés, restaurantes, teatros e tertúlias. Este percurso segue os passos do poeta, desde o Largo de São Carlos, onde nasceu, até ao Martinho da Arcada, onde tomou o seu último café.

 

Guiados pela obra, pelos amigos, pelos locais e pelos estabelecimentos que frequentou, traça-se um itinerário literário e artístico da cidade.

 

Percurso:
> Largo do Teatro Nacional de São Carlos
> Praça do Chiado
> Basílica dos Mártires
> Largo Rafael Bordalo Pinheiro
> Largo do Carmo
> Estação Ferroviária
> Camisaria Moderna
(antigo restaurante Irmãos Unidos)
> Rua da Assunção
> Rua da Conceição
>Café restaurante Martinho da Arcada

Lisboa de Saramago

LISBOA DE SARAMAGO E O MEMORIAL DO CONVENTO

 

Em 1982, José Saramago publicava Memorial do Convento, uma das suas mais aclamadas obras. Romance histórico, ambientado no reinado de D. João V (1689 – 1750), evoca no título e na narrativa a grande empreitada que foi a construção do convento de Mafra.

 

A Lisboa aí descrita e os inesquecíveis Baltasar e Blimunda são os guias deste percurso literário com início no Largo de São Domingos e término na Casa dos Bicos.

 

Percurso:
> Largo de São Domingos
> Praça do Rossio
> Praça da Figueira
> Convento de Corpus Christi
> Praça do Comércio
> Casa dos Bicos

Novos Itinerários

Lisboa de Almada Negreiros

LISBOA DE ALMADA NEGREIROS
23 Out; 5, 28 Nov; 9, 11 Jan; 6 Fev; 13 Mar; 29 Abr; 29 Mai; 10 Jul

 

José Sobral de Almada Negreiros (S. Tomé e Príncipe, 7 de Abril de 1893 – Lisboa, 15 de Junho de 1970) foi pintor, escritor, poeta, ensaísta, dramaturgo, romancista. Ficou ligado ao movimento modernista português quando, em 1915, integrado no grupo Orpheu, centrou a sua polémica ideológica numa crítica cerrada a uma geração e a um país que se deixava representar por Júlio Dantas. Cultor da novidade e da provocação, em demanda de “uma pátria portuguesa do século XX”, colaborou nas revistas de vanguarda. Mostrando-se convicto de que “Portugal há-de abrir os olhos um dia”, lanço em 1917 um “Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX”, precavendo-as contra a “decadência nacional”. Artisticamente activo ao longo de toda a vida, o seu valor foi reconhecido por inúmeros prémios.

José Saramago e o Ano da Morte de Ricardo Reis

JOSÉ SARAMAGO E O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS
6, 8, 20 Mar; 11 Abr; 27 Mai; 8 Jul
 
O romance “O Ano da Morte de Ricardo Reis” recria a biografia do mais clássico heterónimo de Fernando Pessoa, o horaciano Ricardo Reis. A narrativa desenrola-se a partir do seu regresso a Portugal, que Saramago retrata através de um conjunto de vivências, como o envolvimento amoroso com Lídia e Marcenda, ou o convívio com o falecido Fernando pessoa, que o visita por diversas vezes. Entrando no jogo literário de Fernando Pessoa, José Saramago estabelece o ano de 1936 como o ano da morte de Ricardo Reis. Um ano de grande impacto político na Península Ibérica, com a consolidação de Salazar e do Estado Novo em portugal e o início da Guerra Civil em Espanha.