Dia Eça de Queiroz

Dia Eça de Queiroz

No seguimento da colaboração desenvolvida entre o Centro Cultural de Belém e o Centro Nacional de Cultura na área das Letras, realiza-se no dia 6 de Dezembro uma sessão dedicada a Eça de Queiroz, o grande símbolo do romance realista ou naturalista em Portugal. Entrada livre.

 

José Maria Eça de Queiroz (1845-1900) continua a ser o grande símbolo do romance realista ou naturalista em Portugal. A sua obra é motivo para procurarmos compreender a sociedade portuguesa, ainda nos dias de hoje. Apesar das profundas mudanças ocorridas no último século, o certo é que as principais personagens da obra queiroziana continuam bem vivas na nossa memória, com uma atualidade desconcertante. É verdade que será talvez difícil encontra-las num recanto da atualidade, mas se virmos bem, por exemplo em «Os Maias», descobrimos a anatomia de uma sociedade que vai evoluindo gradualmente, entre tensões e entusiasmos, desde a força da tradição de Afonso da Maia até à perplexidade e incerteza dos diálogos entre Carlos Eduardo e João de Ega. Carlos Fradique Mendes, José Fernandes ou Jacinto são talvez mais próximos de nós, do que poderíamos supor à primeira vista… A panóplia de figuras, de episódios e acontecimentos permite fazer de um dia dedicado ao romancista oportunidade para verificarmos como o diálogo entre o romance e a vida tem uma atualidade indiscutível.

Guilherme d’Oliveira Martins

 

P R O G R A M A
(provisório)
15H00 – Abertura
António Lamas
Guilherme d’Oliveira Martins
15h15 – Eça e os outros 

Alfredo Campos Matos

Guilherme Oliveira Martins
15h45 – Eça, ele próprio 

Isabel Pires de Lima

Ana Luísa Vilela

Carlos Reis
16h30 – Intervalo  
17h00 – Os outros e Eça 

Miguel Real

Mário Vieira de Carvalho

João Botelho (visionamento de trecho do filme ‘Os Maias’)
18h00 – Encerramento

 

Pequeno Auditório do CCB | 6 de dezembro | 15h00

Entrada livre